NEGÓCIOS

Bemobi compra 50,1% da Paytime por R$ 28 milhões

A Bemobi Mobile Tech acabou de comprar 50,1% da Paytime Fintech, uma empresa brasileira de pagamentos, por R$ 28,1 milhões.

E tem mais: a Bemobi pode comprar o restante (os outros 49,9%) até 2031, dependendo do desempenho da empresa.

Traduzindo: é aquela compra parcelada, onde você compra metade agora e vai pagando o resto conforme a empresa entrega resultados.

É tipo comprar um carro e só pagar o resto se ele realmente rodar bem.

Como funciona esse negócio?

A compra foi feita pela Bemobi Paytech, subsidiária da Bemobi focada em pagamentos.

Os números:

R$ 28,1 milhões pagos agora pelos 50,1% iniciais
Pode chegar a R$ 55,1 milhões no total, se a Paytime bater metas de desempenho financeiro
O pagamento adicional (até R$ 27 milhões) seria feito no início de 2027

Ou seja: a Bemobi paga R$ 28 milhões de cara, e pode pagar mais R$ 27 milhões em 2027 se a Paytime crescer conforme o esperado.

É uma forma de dividir o risco: a Bemobi não paga tudo de uma vez, e a Paytime tem incentivo pra crescer (porque quanto melhor for, mais vale).

E o restante da empresa?

A Bemobi também fechou opções de compra e venda da participação remanescente (os outros 49,9%).

Essas opções podem ser exercidas em 2029 e 2031, baseadas na performance financeira da Paytime entre 2026 e 2030.

Traduzindo: se a Paytime continuar crescendo, a Bemobi pode comprar o resto. Se não crescer, talvez não compre.

É tipo um casamento com período de experiência.

Por que a Bemobi comprou a Paytime?

A Paytime é uma fintech focada em microempreendedores — aqueles que trabalham por conta própria, vendem pela internet, prestam serviços, etc.

Ela oferece soluções de pagamento digital pra esse público, que geralmente é mal atendido pelos bancos tradicionais.

Já a Bemobi é uma empresa maior, focada em soluções de pagamento pra empresas e telecoms.

Com a compra, a Bemobi ganha:

Acesso ao mercado de microempreendedores (um mercado gigante no Brasil)
A tecnologia e a base de clientes da Paytime
Capacidade de integrar as soluções da Paytime com sua própria plataforma

É aquela jogada clássica: comprar uma empresa menor que já faz algo bem feito e integrar com o que você já tem.

Como vai funcionar daqui pra frente?

A Paytime não vai sumir.

Segundo a Bemobi, a Paytime vai manter sua operação independente, focada em microempreendedores, sob a marca Paytime.

Ou seja: se você usa a Paytime hoje, nada muda (pelo menos por enquanto).

Mas tem uma novidade:

A Bemobi vai criar uma nova unidade chamada Bemobi PaaS (Platform as a Service), que vai integrar as soluções da Paytime com a plataforma Bemobi Pay.

Essa nova unidade vai focar no segmento enterprise — ou seja, grandes empresas.

Resumindo:

Paytime continua cuidando de microempreendedores
Bemobi PaaS vai cuidar de grandes empresas

Cada um no seu quadrado, mas trabalhando junto.

O CEO da Paytime continua no comando

Leonardo Gomes, cofundador e CEO da Paytime, vai continuar responsável pela condução estratégica e operacional dos dois negócios (Paytime e Bemobi PaaS).

Isso é importante porque:

Mantém a cultura da empresa original
Evita aquele choque que costuma rolar quando uma empresa compra outra
Garante continuidade pros clientes

É tipo quando uma empresa compra outra mas deixa o dono original tocando — geralmente funciona melhor assim.

Por que esse modelo de compra parcelada?

Você deve estar se perguntando: por que não comprar 100% de uma vez?

Resposta: risco.

Quando você compra uma empresa, você tá apostando que ela vai continuar crescendo e dando lucro.

Mas e se não der certo? Você pagou caro por algo que não vale tanto.

Com o modelo de compra parcelada baseada em performance, você:

Paga menos no início (R$ 28 milhões em vez de R$ 55 milhões)
Só paga mais se a empresa crescer conforme esperado
Reduz o risco de pagar caro demais por algo que não entrega resultados

Já pra quem tá vendendo (no caso, os sócios da Paytime):

Tem incentivo pra fazer a empresa crescer (porque quanto melhor for, mais recebe)
Mantém participação no negócio por mais tempo
Pode ganhar mais no longo prazo se a empresa bombar

É um modelo win-win — se tudo der certo, todo mundo ganha.

O que isso significa pro mercado de pagamentos?

O mercado de fintechs e pagamentos no Brasil tá super aquecido.

Nos últimos anos, vimos:

Nubank virando gigante
PicPay, Mercado Pago, PagSeguro brigando por espaço
Bancos digitais pipocando por todo lado

E agora, tem um movimento de consolidação: empresas maiores comprando empresas menores pra ganhar escala e ampliar mercado.

A compra da Paytime pela Bemobi é mais um capítulo dessa história.

A Bemobi quer crescer no mercado de pagamentos, e a forma mais rápida de fazer isso é comprando quem já tá fazendo bem.

Via: CNN Brasil