ECONOMIA

Brasil espera ordem de Trump para poder se posicionar sobre o Irã

O governo brasileiro está aguardando a publicação da ordem executiva de Donald Trump para se posicionar sobre a decisão de aplicar tarifas de 25% sobre países que realizarem comércio com o Irã. A informação foi dada por Tatiana Prazeres, secretária do Comércio, em entrevista ao Hora H.

Segundo Prazeres, a notícia foi recebida pelo governo, que agora espera conhecer os detalhes e parâmetros da medida anunciada pelo governo americano.

“Nós recebemos a notícia e vamos aguardar a publicação da ordem executiva que definirá os parâmetros dessa medida. O que eu tenho a dizer nesse momento é que vamos analisar a ordem executiva quando vier a ser publicada”

Traduzindo: o Brasil tá tipo “ok, vamos ver no que isso vai dar antes de sair correndo”.

Imprevisibilidade virou a regra no comércio internacional

A secretária destacou que a imprevisibilidade e a instabilidade são características marcantes da política comercial mundial nos últimos anos. “A imprevisibilidade, a instabilidade são palavras que marcam a política comercial mundo afora desde 2025 e em 2026 não será diferente”, ressaltou Prazeres.

Ou seja: se você achava que 2026 ia ser um ano mais tranquilo no comércio internacional, bem… pense de novo. O caos continua.

Para ela, este cenário reforça a importância de acordos comerciais que ofereçam segurança e previsibilidade para empresas e empreendedores brasileiros.

“Isso tudo reforça a nossa visão da importância de acordos comerciais que deem segurança, deem previsibilidade para o operador, que permitam que o empreendedor, a empresa brasileira, saiba, afinal de contas, quais os mercados em que ela pode buscar diversificar a sua produção, a sua exportação”, explicou.

Traduzindo: quanto mais Trump faz essas coisas malucas, mais o Brasil percebe que precisa de acordos sólidos pra não depender só dos EUA.

O que isso significa pro Brasil?

A medida anunciada por Trump representa um desafio para o comércio exterior brasileiro, em um momento em que o país busca ampliar suas relações comerciais em diferentes mercados. Segundo a secretária, este é um cenário enfrentado não apenas pelo Brasil, mas por diversos países: “Esse é o grande desafio do comércio exterior, não só no Brasil, mas mundo afora, lidar com tanta incerteza e tanta imprevisibilidade”.

O anúncio da sobretaxação de 25% sobre países que mantêm relações comerciais com o Irã ocorre em um contexto de tensões geopolíticas crescentes e pode impactar diretamente a economia brasileira, dependendo dos termos específicos que serão definidos na ordem executiva.

Por que isso pode ser um problema?

Bom, se o Brasil mantém relações comerciais com o Irã (mesmo que modestas), essa tarifa de 25% pode encarecer produtos brasileiros exportados pros EUA — o que, obviamente, prejudica a competitividade das empresas brasileiras.

E mesmo que o Brasil não seja diretamente afetado, a medida cria ainda mais incerteza no comércio internacional, dificultando o planejamento de longo prazo das empresas.

A estratégia do Brasil: diversificar e fazer acordos

A mensagem implícita da secretária é clara: o Brasil precisa diversificar seus parceiros comerciais e fechar acordos sólidos pra não ficar refém de decisões unilaterais dos EUA.

Quanto mais Trump usa tarifas como arma política, mais o Brasil (e outros países) percebem que precisam de alternativas. E isso inclui fortalecer relações com a União Europeia, China, Mercosul e outros blocos comerciais.

Via: CNN Brasil