Material escolar fica mais caro em janeiro justamente quando todo mundo precisa comprar. Mas dá para reduzir a conta sem deixar nada de fora. E sim, dá até para negociar desconto na mensalidade — se você souber como.
Janeiro chegou. E junto com ele, a conta do material escolar.
Quanto mais os filhos crescem, maior a lista. E mais caro cada item. Mas existe espaço para economizar — sem deixar nada de fora, sem comprar material inferior e sem prejudicar o orçamento familiar.
Vamos direto ao que funciona.
1. Planeje antes de gastar
Antes de sair comprando tudo, coloque no papel todos os gastos escolares do ano:
- Mensalidade
- Material escolar
- Uniforme
- Transporte
- Atividades extracurriculares
Depois, compare esse valor com o que você tem disponível. E seja honesto: quanto você pode gastar sem comprometer o orçamento familiar?
Esse número é o seu limite. E tudo que você fizer agora tem que caber nele.
2. Compre antes de todo mundo
Janeiro é quando todo mundo compra material escolar. E justamente por isso, os preços sobem.
Se a escola divulgar a lista com antecedência — em novembro, dezembro — compre nesse período.
Menos demanda = preços menores. E você ainda evita filas, falta de estoque e correria de última hora.
3. Recicle o que estiver em bom estado
Caderno usado pela metade? Lápis inteiro? Régua sem quebra? Reutilize.
Antes de comprar qualquer coisa, veja o que sobrou do ano passado. Alguma coisa vai estar em condições de uso.
Se você tem mais de um filho, melhor ainda. O que o mais velho não usa mais, o mais novo pode aproveitar.
E livros didáticos? Sebos, feiras de livros e grupos de pais nas redes sociais são fontes baratas. Ou até gratuitas, se alguém estiver doando.
Sites de compra, venda e troca de livros usados também funcionam. Você economiza. E ainda dá vida útil a um livro que ia ficar parado na estante de outra família.
4. Compare preços — de verdade
Não compre tudo na primeira loja que você entrar.
Compare:
- Lojas do bairro
- Lojas perto da escola
- Grandes redes
- Sites online
Veja se tem cupom de desconto. Primeira compra, cashback, promoção de categoria. Cada porcentagem importa.
E tem outra estratégia que funciona: compra em grupo.
Converse com pais de outros alunos. Se vocês comprarem juntos, em atacado, o preço por unidade cai. Dividam o total e economizem.
5. Só compre o que está na lista
Parece óbvio, mas não é.
Na hora de comprar, você vai ver mochila mais bonita, estojo com mais compartimentos, caderno com capa de personagem. E tudo isso custa mais caro.
Foque no que está na lista. Se não está lá, não precisa comprar.
E cuidado com “extras opcionais” que a loja empurra no caixa. Se não estava no planejamento, não entra no carrinho.
Como negociar desconto na mensalidade
Material escolar é gasto pontual. Mensalidade é gasto recorrente.
E sim, dá para negociar desconto. Mas tem jeito certo de fazer isso.
1. Vá pessoalmente
Não tente negociar por e-mail ou WhatsApp. Marque uma reunião presencial com a administração da escola.
Comunicação direta e franca funciona melhor. E presencialmente, você tem mais chances de ser ouvido.
2. Use seu histórico a favor
Se você paga as mensalidades em dia há anos, se conhece os professores, se já tem mais de um filho na escola — use isso.
Histórico de bom pagador é argumento forte. Escolas querem reter famílias confiáveis.
3. Apresente opções de valor
Não chegue na escola pedindo 30% de desconto sem propor alternativa.
Elabore três opções de valor que cabem no seu orçamento. E todas devem ser realistas — não adianta pedir 50% de desconto se isso inviabiliza a operação da escola.
Durante a negociação, busque o que for mais confortável para você. Mas deixe margem para a escola não sair prejudicada.
Se a escola tiver espaço para negociar, vai escolher uma das suas opções. Se não tiver, pelo menos você tentou de forma organizada e respeitosa.
O que não fazer
Três erros que sabotam qualquer tentativa de economia:
1. Deixar para última hora
Preços sobem, estoque acaba, opções diminuem. Você perde poder de escolha.
2. Comprar sem comparar
Confiar que a primeira loja tem o melhor preço é jogar dinheiro fora.
3. Não reutilizar nada
Se está em bom estado, serve. Não precisa ser novo para funcionar.
A conta final
Material escolar e mensalidade são despesas que não dá para evitar. Mas dá para controlar.
Planejamento, antecipação, reutilização, comparação de preços e negociação respeitosa reduzem a conta sem comprometer a qualidade do que seu filho leva para a escola.
Qualquer economia importa. E no fim do ano, quando você somar tudo que economizou mês a mês, vai ver que fez diferença.




