O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil confirmou as expectativas do mercado nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026) ao anunciar a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, fixando a Selic em 13,75% ao ano.
Trata-se do quinto corte consecutivo de igual magnitude praticado pelo Banco Central. A decisão foi tomada por unanimidade entre os membros do colegiado.
Panorama da Decisão Monetária
A decisão alinha-se aos indicadores recentes de descompressão inflacionária no cenário doméstico, sem deixar de ressaltar a assimetria de riscos no ambiente global.
| Parâmetro | Situação Anterior | Situação Atual | Observação |
| Taxa Selic | 14,00% a.a. | 13,75% a.a. | Ajuste de -0,25 p.p. (5º corte consecutivo) |
| Votação | — | Unânime | Pleno consenso entre os diretores |
| IPCA (Agosto/2026) | +0,21% (Julho) | -0,32% | Primeira deflação mensal registrada em 12 meses |
| IPCA (12 meses) | 4,44% | 4,22% | Abaixo do teto da meta contínua (4,50%) |
| Orientação Futura (Guidance) | Aberto | Sinalização em aberto | Exige “serenidade e cautela” para os próximos passos |
Fatores Determinantes no Diagnóstico do Copom
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│ BALANÇO DE RISCOS DO BANCO CENTRAL │
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[Elementos Desinflacionários Domésticos] [Factores de Risco Externos e Globais]
• Deflação no IPCA de agosto (-0,32%) • Tensão geopolítica e conflitos no Oriente Médio
• IPCA em 12 meses recuou para 4,22% • Volatilidade nos preços de ativos e commodities
• Desaceleração gradual na atividade doméstica • Indefinição da política monetária em países centrais
• Inflação cheia abaixo do limite de tolerância • Mercado de trabalho doméstico ainda aquecido
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│ DIRETRIZ DA POLÍTICA MONETÁRIA │
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│ • Manutenção da postura restritiva para assegurar a convergência à meta (3%) │
│ • Assimetria de risco predominantemente altista nos horizontes mais longos │
│ • Magnitude total do ciclo dependerá da evolução contínua dos dados │
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Destaques do Comunicado Oficial
- Abertura de Cenários: O BC não antecipou o ritmo ou o limite da trajetória de cortes, reforçando que a “magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações” para assegurar a ancoragem da inflação no centro da meta de 3,0% (com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%).
- Impacto do IPCA de Agosto: O comitê incorporou a leitura recente divulgada pelo IBGE, que apontou queda de 0,32% no IPCA de agosto impulsionada pela redução das tarifas de energia elétrica, combustíveis e alimentos.
- Resiliência Externa e Emprego: O comunicado enfatiza que, embora a atividade econômica mostre moderação em setores cíclicos, a resiliência do mercado de trabalho e o ambiente externo volátil impedem qualquer flexibilização precipitada.
Esse é o comunicado do BC na íntegra
O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.
Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta.




