ECONOMIA

Copom começa 2026 “desfalcado” com apenas 7 diretores

O Banco Central já vai começar 2026 meio diferente. A primeira reunião do Copom (o grupo que decide a taxa de juros) terá apenas 7 diretores, e não os 9 de costume. O motivo é simples: dois diretores dão tchau no dia 31 de dezembro e vão embora de vez.

Os nomes são Diogo Guillen e Renato Gomes, que encerram seus mandatos oficialmente no fim do ano. Existia aquela esperança brasileira clássica de “fica só mais um pouco até arrumar alguém”, mas não rolou. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, confirmou: acabou, fechou, cada um pro seu lado.

E agora? O Copom vai parar?

Calma. Não.

Pra evitar bagunça, o Banco Central decidiu fazer aquele famoso “acúmulo de função”, bem estilo empresa brasileira quando alguém pede demissão.

  • Paulo Piccheti vai assumir duas diretorias ao mesmo tempo, incluindo a de Política Econômica (uma das mais importantes).
  • Gilneu Vivan também entra no modo multitarefa e passa a comandar temporariamente a área de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

Segundo Galípolo, isso é só uma forma de tampar o buraco até chegarem novos diretores, indicados pelo presidente Lula e aprovados pelo Senado.

“O Banco Central é mais forte que as pessoas”, diz Galípolo

Na coletiva, Galípolo basicamente soltou a seguinte mensagem traduzida do “economês”:

“Fiquem tranquilos. O Copom não depende de uma ou outra pessoa. O sistema é forte.”

Ou seja: mesmo com menos gente na mesa, o BC diz que as decisões continuam técnicas, previsíveis e dentro do script. Nada de caos, nada de surpresa hollywoodiana.

O que isso muda pra você?

Na prática, quase nada no curto prazo.
A Selic continua sendo decidida normalmente, o Copom segue funcionando e o mercado já esperava essa transição.

O que fica no radar é:

  • Quando o governo vai indicar os novos diretores
  • Quem serão esses nomes
  • E se o perfil deles será mais “duro” ou mais “flexível” com juros

Via: CNN Brasil