(Foto: Reprodução| O Globo)
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, falou nesta terça-feira (3) sobre o encontro que está sendo preparado entre Lula e Donald Trump.
A expectativa dele? Positiva. E o objetivo? Zerar o tarifaço que Trump colocou sobre produtos brasileiros.
Segundo Alckmin, a tarifa já caiu bastante desde que foi anunciada. Mas ainda não é zero. E é isso que o Brasil quer negociar.
Como as tarifas diminuíram até agora
Quando Trump anunciou o tarifaço contra o Brasil, a conta era pesada.
Começou com 50% de tarifa sobre produtos brasileiros. Isso foi no início. E atingia 37% das exportações brasileiras pros EUA.
Depois, começou a cair:
- Primeiro foi pra 36%
- Depois pra 34%
- Depois pra 33%
- Hoje está em 22%
Ou seja: saiu de 50% pra 22%. Caiu mais da metade. Mas ainda não é zero.
E Alckmin deixou claro: “Não há razão para ter um tarifaço.”
Quais tarifas sairam da lista
Nem tudo está com tarifa de 22%. Vários produtos já foram liberados ou tiveram a tarifa reduzida antes.
Segundo Alckmin, já saíram da lista:
- Carnes
- Aviões
- Suco de laranja
- Frutas
- Café
Esses produtos ou não têm mais tarifa ou têm uma muito menor.
Por quê? Porque Trump usou as tarifas como ferramenta de negociação. E conforme o Brasil foi cedendo em algumas coisas, ele foi liberando produtos.
O que ainda está pesado
O problema agora é a indústria.
Produtos industriais brasileiros ainda estão com tarifa de 50%.
Isso dificulta exportação de manufaturados. E o Brasil quer muito resolver isso.
Alckmin disse que o foco do próximo encontro entre Lula e Trump vai ser justamente em alguns produtos agrícolas que ainda têm tarifa e, principalmente, na indústria.
“A ideia é focar bastante agora em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%.”
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Por que isso importa
Os Estados Unidos são um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.
Quando Trump coloca tarifa alta sobre produtos brasileiros, três coisas acontecem:
1. Produtos brasileiros ficam mais caros lá.
Se um produto custava US$ 100, com 50% de tarifa passa a custar US$ 150 pro comprador americano. Isso diminui a competitividade.
2. Empresas brasileiras vendem menos.
Se o produto fica caro demais, americanos compram de outros países. E as empresas brasileiras perdem mercado.
3. Empregos no Brasil ficam em risco.
Menos exportação significa menos produção. E menos produção pode significar demissões.
Então zerar a tarifa não é só uma questão comercial. É uma questão econômica que afeta empregos aqui.
O que o Brasil está oferecendo
Trump não tirou tarifa de graça. Ele exigiu coisas em troca.
Alckmin não detalhou exatamente o que o Brasil está oferecendo nessa negociação. Mas normalmente nesses acordos tem:
- Compra de produtos americanos
- Abertura de mercado brasileiro pra empresas dos EUA
- Acordos de cooperação em áreas específicas
Então quando Alckmin diz que “já melhorou”, significa que o Brasil já cedeu em algumas coisas. E Trump baixou as tarifas em resposta.
A expectativa para o encontro
Alckmin disse que a expectativa é positiva. E que o foco vai ser na relação Brasil-Estados Unidos.
Isso é importante porque mostra que o governo brasileiro não está tratando Trump como inimigo. Está tratando como parceiro comercial que precisa ser negociado.
E funciona. Porque as tarifas já caíram de 50% pra 22%.
Se o Brasil conseguir zerar, é vitória completa. Se conseguir baixar ainda mais, já ajuda.
O que vem por aí
O encontro entre Lula e Trump ainda não tem data confirmada. Mas está sendo preparado.
Quando acontecer, a pauta principal vai ser essa: como tirar o resto das tarifas.
E o Brasil vai chegar com números pra mostrar: já cedemos aqui, já compramos ali, já abrimos mercado lá. Agora vocês tiram a tarifa.
Trump é um negociador duro. Mas ele gosta de fazer acordos. E se o Brasil mostrar que está dando algo em troca, as chances de zerar a tarifa aumentam.
Por enquanto, o governo brasileiro está confiante. E achando que dá pra fechar isso.
Via: CNN Brasil




