ECONOMIA

Tesouro Direto recebeu R$ 6,19 bilhões em novembro

O Tesouro Direto registrou R$ 6,19 bilhões em investimentos em novembro, com 802,8 mil operações.

Descontando os resgates (R$ 3,37 bilhões), a emissão líquida foi de R$ 2,83 bilhões — ou seja, entrou R$ 2,83 bilhões a mais do que saiu.

E tem mais: o número de investidores ativos chegou a 3,3 milhões — um aumento de 19,2% em 12 meses.

Traduzindo: cada vez mais gente tá descobrindo que existe vida além da poupança (finalmente).

Os números de novembro

Vamos direto aos dados:

R$ 6,19 bilhões em investimentos
R$ 3,37 bilhões em resgates
R$ 2,83 bilhões de emissão líquida (diferença entre entrada e saída)
802,8 mil operações no mês
R$ 7.715,21 foi o valor médio por operação

Ou seja: o brasileiro tá investindo no Tesouro Direto — e não é só os ricos.

A maioria investe pouco (e tá tudo bem)

Aqui vem um dado importante:

59,3% das operações foram de até R$ 1 mil

Isso mostra que a maioria dos investidores tá começando aos poucos.

E isso é ótimo.

Porque investir não precisa de muito dinheiro. Dá pra começar com R$ 30 no Tesouro Direto.

O importante é começar. Mesmo que seja com pouco.

Com o tempo, você aumenta os aportes, e o dinheiro vai crescendo (graças aos juros compostos, aquela mágica que faz seu dinheiro render em cima do rendimento).

Qual título tá bombando? Tesouro Selic

O Tesouro Selic foi o campeão de vendas, representando 57,4% das aplicações.

Por que o Tesouro Selic é tão popular?

Segurança máxima — é o investimento mais seguro do Brasil
Liquidez diária — pode resgatar a qualquer momento sem perder dinheiro
Acompanha a Selic — e a Selic tá em 15% ao ano (alto)
Ideal pra reserva de emergência

Ou seja: é perfeito pra quem tá começando ou pra quem quer guardar dinheiro sem risco e com possibilidade de resgatar quando precisar.

Tesouro IPCA+ vem em segundo

Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro RendA+, Tesouro Educa+) representaram 31,9% das vendas.

Por que investir no Tesouro IPCA+?

Protege da inflação — rende IPCA + uma taxa fixa (tipo IPCA + 6% ao ano)
Ideal pra longo prazo — aposentadoria, faculdade dos filhos, objetivos de 10+ anos
Garante ganho real — seu dinheiro não perde valor pro tempo

Se você não vai precisar do dinheiro nos próximos 5 a 10 anos, o Tesouro IPCA+ é uma excelente escolha.

Tesouro Prefixado: o menos popular

Os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) representaram apenas 10,7% das vendas.

Por que tão pouco?

Porque com a Selic em 15% e a inflação ainda preocupante, a galera prefere:

  • Tesouro Selic — acompanha os juros (que tão altos)
  • Tesouro IPCA+ — protege da inflação

Já o Tesouro Prefixado trava uma taxa fixa. E com juros em 15%, travar agora pode não ser a melhor ideia (porque se os juros caírem, você tá travado na taxa antiga; mas se subirem, você perdeu a chance de ganhar mais).

Então, faz sentido que seja o menos procurado no momento.

Novos títulos: RendA+ e Educa+

O Tesouro Nacional destacou os novos títulos lançados em 2024:

Tesouro RendA+

  • R$ 336,2 milhões em vendas (5,4% do total)
  • Funciona como uma aposentadoria privada
  • Você investe agora, e quando chegar na idade de aposentadoria, recebe uma renda mensal

Tesouro Educa+

  • R$ 107,4 milhões em vendas (1,7% do total)
  • Ideal pra pagar faculdade dos filhos
  • Você investe agora, e quando chegar a hora da faculdade, recebe uma renda mensal pra pagar as mensalidades

São títulos novos, então ainda não têm tanta adesão quanto os clássicos (Selic e IPCA+), mas a tendência é crescer com o tempo.

Resgates: Tesouro Selic lidera também

Nos resgates antecipados (quando o investidor tira o dinheiro antes do vencimento), predominaram:

67,1% — Tesouro Selic
23,9% — Títulos indexados à inflação
9,0% — Títulos prefixados

Faz sentido: como o Tesouro Selic tem liquidez diária e é usado como reserva de emergência, é natural que seja o mais resgatado.

Afinal, emergência é emergência — você precisa do dinheiro agora.

Prazo: galera tá investindo pra médio/longo prazo

A maioria das aplicações se concentrou em títulos com vencimento de 5 a 10 anos (42,3%).

42,3% — vencimento de 5 a 10 anos
42,0% — vencimento de 1 a 5 anos
15,7% — vencimento acima de 10 anos

Isso mostra que o investidor brasileiro tá aprendendo a pensar no longo prazo.

Antes, a galera só pensava em curto prazo (poupança, deixar o dinheiro parado na conta corrente).

Agora, tá começando a planejar melhor — guardar dinheiro pra aposentadoria, faculdade dos filhos, compra de imóvel, etc.

3,3 milhões de investidores ativos

O número de investidores ativos no Tesouro Direto chegou a 3,3 milhões.

Isso é um aumento de:

51,5 mil investidores no mês
19,2% em 12 meses

Ou seja: cada vez mais brasileiros tão saindo da poupança e migrando pro Tesouro Direto.

E isso é ótimo.

Porque a poupança rende menos que a inflação (seu dinheiro derrete com o tempo).

Já o Tesouro Direto rende bem mais — e continua sendo seguro.

Por que o Tesouro Direto tá crescendo?

Vários motivos:

Juros altos — com Selic em 15%, renda fixa tá muito atrativa
Educação financeira — mais gente aprendendo a investir (YouTube, redes sociais, cursos)
Facilidade — dá pra investir pelo celular, com poucos cliques
Aplicação mínima baixa — começa com R$ 30
Segurança — é o investimento mais seguro do Brasil (governo federal garante)

E tem um fator importante: a poupança tá perdendo espaço.

Antes, todo mundo deixava dinheiro na poupança porque não sabia que existia algo melhor.

Agora, com a popularização da educação financeira, a galera tá descobrindo que dá pra ganhar mais sem aumentar o risco.

Como investir no Tesouro Direto?

Se você ainda não investe, é super simples:

Abra conta em uma corretora (Nubank, Inter, XP, Rico, Clear, etc.)
Transfira o dinheiro pra corretora
Escolha o título que faz mais sentido pro seu objetivo:

  • Reserva de emergência? → Tesouro Selic
  • Longo prazo (aposentadoria, faculdade)? → Tesouro IPCA+
  • Quer travar uma taxa fixa? → Tesouro Prefixado

Invista e esqueça (quanto mais tempo deixar, mais rende)

E pronto. Você já tá investindo melhor que 90% dos brasileiros.

Via: CNN Brasil