FINANÇAS

Bitcoin sobe 3,8%, mas ainda tá naquela montanha-russa sem fim

O bitcoin deu um respiro nesta sexta-feira (19), subindo 3,81% e fechando em US$ 87.892. O ethereum também acompanhou a festa, subindo 5,36% pra US$ 2.970.

Mas calma antes de comemorar: na semana, ambos continuam no vermelho — bitcoin caiu 2,6% e ethereum 3,2%.

Ou seja: subiu hoje, mas continua numa gangorra que tá testando o emocional de todo mundo que tem cripto na carteira.

O que fez o bitcoin subir hoje?

A resposta curta: as ações de tecnologia nos EUA.

Quando o setor de semicondutores (chips, pra quem prefere) sobe na bolsa americana, o bitcoin costuma acompanhar. É tipo aquele amigo que só anima quando a turma tá animada.

Além disso, veio um dado de inflação mais fraca nos Estados Unidos, o que reforçou a expectativa de que o Federal Reserve (o banco central americano) pode cortar os juros em breve.

E quando os juros caem, investidores ficam mais dispostos a arriscar em ativos como criptomoedas.

Resumindo: risco aumentou → bitcoin subiu.

Mas a volatilidade continua pesada

Antes de você achar que é hora de comprar bitcoin e ficar rico, saiba que os analistas estão céticos.

Gabe Selby, da CF Benchmark, foi direto:

“A ação errática do bitcoin reflete tanto um mercado cripto dominado por vendedores, quanto a elevada incerteza em torno da trajetória macroeconômica.”

Traduzindo: o mercado tá cheio de gente querendo vender, e ninguém sabe direito pra onde a economia global vai.

É tipo dirigir numa neblina espessa — dá pra andar, mas é melhor ir devagar.

Faltam dados pra tomar decisão

Outro ponto que tá segurando o bitcoin é a falta de dados econômicos claros.

Yuya Hasegawa, do Bitybank, explicou que tem uma lacuna nos dados de outubro dos EUA, o que dificulta saber se a inflação realmente tá caindo ou se foi só um alívio temporário.

Resultado? Ninguém quer apostar alto sem ter certeza do cenário.

“Os participantes do mercado hesitaram em extrapolar uma narrativa clara de desinflação”, disse Hasegawa.

Ou seja: tá todo mundo com pé atrás, esperando mais informações antes de jogar dinheiro em cripto.

No longo prazo, tem esperança

Apesar da volatilidade de curto prazo, alguns analistas veem luz no fim do túnel — mas lá na frente, não agora.

Hina Sattar Joshi, da TP ICAP, destacou que avanços regulatórios nos EUA e no Reino Unido estão facilitando a entrada de investidores institucionais no mercado de criptomoedas.

Traduzindo: bancos, fundos de investimento e grandes empresas estão ficando mais confortáveis em comprar bitcoin e ethereum.

E quando os tubarões entram, o mercado tende a ficar mais estável e com movimentos de alta mais consistentes.

Mas Joshi também avisou: “A volatilidade de curto prazo deve persistir”.

Ou seja: vai continuar subindo e descendo feito louco por um bom tempo ainda.

Ethereum também subiu (e também sofre)

O ethereum teve uma alta até mais expressiva que o bitcoin: 5,36%, chegando a US$ 2.970.

Mas assim como o BTC, o ETH também fechou a semana no negativo (-3,2%).

A lógica é a mesma: subiu hoje por causa do otimismo geral, mas continua patinando no contexto mais amplo.

Ethereum tem seus próprios desafios, incluindo:

Concorrência pesada de blockchains mais rápidas e baratas (Solana, Avalanche, etc.)
Taxas de transação ainda altas em alguns momentos
Atualizações constantes que criam incerteza no curto prazo

Mas no longo prazo, continua sendo a segunda maior criptomoeda do mundo e a base de boa parte do mercado de DeFi (finanças descentralizadas) e NFTs.

O que esperar daqui pra frente?

Se você tá pensando em comprar bitcoin ou ethereum agora, aqui vai o resumo:

Curto prazo (próximas semanas/meses):

Volatilidade alta — pode subir 5% num dia e cair 7% no outro
Incerteza macroeconômica — ninguém sabe direito pra onde vai a economia global
Montanha-russa emocional — prepare o psicológico

Longo prazo (2025/2026):

Tendência positiva — se regulação avançar e instituições entrarem forte
Mais estabilidade — com grandes players no jogo
Potencial de alta — mas sem garantia nenhuma

Bitcoin: amor e ódio desde sempre

Bitcoin sempre foi assim: ama hoje, odeia amanhã.

Quem comprou em 2021 no topo (US$ 69 mil) viu o preço despencar pra US$ 15 mil em 2022. Quem segurou até hoje tá vendo a recuperação, mas ainda longe do pico.

Agora, com o preço em US$ 87 mil, a pergunta que não quer calar é: vai subir ou cair?

Resposta honesta? Ninguém sabe.

Pode voltar pros US$ 100 mil se o otimismo continuar. Ou pode despencar de novo se vier alguma notícia ruim.

É por isso que investir em cripto é tipo apostar: pode dar muito certo ou muito errado. E quem entra precisa estar preparado pra ambos os cenários.

Via: CNN Brasil