Depois de anos sendo a “porta de entrada” oficial do Ethereum, a MetaMask resolveu abrir as portas para o vizinho mais famoso: o Bitcoin.
Nesta segunda-feira (11), a carteira digital anunciou suporte nativo ao BTC — uma das mudanças mais relevantes de sua história. E o recado foi direto: “Bitcoin entrou na conversa”.
Traduzindo: agora você pode guardar, enviar e receber Bitcoin na MetaMask sem precisar de gambiarras, extensões ou aplicativos de terceiros. Tudo integrado, direto na carteira que você já usa.
Por que isso é relevante?
A MetaMask tem mais de 30 milhões de usuários ativos por mês. Praticamente todo mundo que mexe com cripto conhece ou já usou.
Até agora, ela era sinônimo de Ethereum e redes compatíveis (as chamadas EVM). Se você quisesse Bitcoin, tinha que usar outra carteira — ou fazer malabarismo com soluções intermediárias.
Agora não mais.
Com a atualização, a MetaMask vira uma carteira multi-chain de verdade: Bitcoin, Ethereum, Solana, redes Layer 2 e outros ecossistemas, tudo no mesmo lugar.
É tipo quando o Netflix resolve adicionar HBO Max e Disney+ no mesmo app. Praticidade máxima.
O que você pode fazer com Bitcoin na MetaMask?
A partir de agora, os usuários conseguem:
Comprar Bitcoin com dinheiro comum (moeda fiduciária, pra quem gosta de termo chique)
Enviar e receber BTC diretamente na carteira
Trocar Bitcoin por Ethereum, Solana e outros ativos sem sair do app
A versão inicial suporta endereços SegWit (o padrão mais comum hoje), e em breve deve incluir endereços Taproot (a tecnologia mais recente e eficiente do Bitcoin).
Resumindo: você faz tudo dentro da MetaMask, sem precisar abrir cinco abas no navegador e rezar pra não perder a seed phrase no processo.
Bitcoin deixou de ser só “reserva de valor”
Durante anos, o Bitcoin foi visto como “ouro digital” — você compra, guarda e torce pra valorizar. Pronto.
Mas o ecossistema evoluiu. Hoje tem:
- Soluções Layer 2 (tipo Lightning Network)
- Tokens experimentais (BRC-20, ordinals)
- Aplicações descentralizadas rodando sobre Bitcoin
Ou seja: BTC virou mais do que um cofre digital. Virou infraestrutura.
E a MetaMask percebeu que ficar de fora desse movimento era perder relevância.
A concorrência apertou
Enquanto a MetaMask dominava o mundo Ethereum, outras carteiras começaram a oferecer suporte multi-chain desde o início.
Soluções como Trust Wallet, Exodus e Phantom já aceitavam Bitcoin, Solana, Ethereum e outras redes de cara.
A MetaMask estava ficando pra trás. E quando você tem 30 milhões de usuários, não dá pra ficar acomodado.
Então a empresa decidiu contra-atacar — e não foi só com Bitcoin.
MetaMask virou canivete suíço das criptos
Nos últimos meses, a carteira adicionou:
Solana (principal concorrente do Ethereum)
Negociação de derivativos via Hyperliquid
Integração com Polymarket (plataforma de apostas descentralizadas)
Stablecoin própria (mUSD)
Cartão físico MetaMask Card, que funciona na rede Linea (uma Layer 2 do Ethereum)
Ou seja: a empresa está virando tudo ao mesmo tempo — carteira, exchange, banco e meio de pagamento.
Ambição não falta.
O que vem por aí?
A MetaMask já sinalizou interesse em contratar desenvolvedores com experiência em:
- Lightning Network (rede de pagamentos rápidos do Bitcoin)
- Ordinals e BRC-20 (NFTs e tokens no Bitcoin)
- Stacks e Rootstock (redes Layer 2 do BTC)
Traduzindo: a empresa quer ir fundo no ecossistema Bitcoin, não apenas arranhar a superfície.
E tem mais: a Consensys (empresa que controla a MetaMask) está se preparando para um possível IPO (abrir capital na bolsa) e deve lançar o token MASK, com um programa de recompensas para usuários.
Se tudo der certo, quem usa a carteira pode até ganhar criptomoedas de brinde só por estar lá.
Resumo da ópera
Depois de anos focada em Ethereum, a MetaMask resolveu abraçar o Bitcoin de vez. Agora você pode guardar, enviar e trocar BTC direto na carteira, sem depender de ninguém.
A mudança é estratégica: a concorrência estava comendo pelas beiradas, o ecossistema Bitcoin evoluiu, e os usuários queriam praticidade.
Resultado? A maior carteira Web3 do mundo virou oficialmente multi-chain — e o Bitcoin, finalmente, entrou na conversa.
Via: Criptofácil


