A Walt Disney fechou o primeiro trimestre fiscal com lucro líquido de US$ 2,48 bilhões.
Parece muito. E é. Mas é menos do que os US$ 2,64 bilhões que a empresa ganhou no mesmo período do ano anterior.
Em resumo: a Disney ainda faz dinheiro. Mas está ganhando menos do que antes.
Os números que importam para o investidor da Disney
O lucro por ação ajustado foi de US$ 1,63. Menor que os US$ 1,76 do mesmo trimestre do ano passado.
Mas acima do que os analistas esperavam. A previsão do FactSet era de US$ 1,57 por ação.
Ou seja: piorou em relação ao ano anterior, mas não piorou tanto quanto o mercado temia.
A receita cresceu 5% em um ano, chegando a US$ 26 bilhões. E também superou a expectativa dos analistas, que era de US$ 25,69 bilhões.
O que ganhou e o que perdeu
A Disney tem vários negócios. E cada um foi na direção diferente nesse trimestre.
Entretenimento (filmes, séries, parques):
A receita subiu 7%. Mas o lucro operacional caiu para US$ 1,1 bilhão.
Por quê? Os custos com programação, produção e marketing subiu mais do que a receita. Fazer filmes e séries tá caro. E marketing pra lançar esses produtos custa ainda mais.
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Esportes (ESPN e afins):
O lucro operacional foi de US$ 191 milhões. Caiu US$ 56 milhões comparado ao mesmo período do ano passado.
A Disney explicou que cresceu 10% na receita publicitária. Mas os custos de programação e produção comeram tudo isso e ainda mais.
Streaming (Disney+):
Aqui foi a boa notícia. O lucro com streaming aumentou “consideravelmente” no trimestre.
Isso é importante porque há pouco tempo atrás, a Disney+ era um bloco de prejuízo. A empresa gastava mais pra manter a plataforma do que ganhava com os assinantes.
Agora está virando o contrário. E isso resolve um problema que a Disney vinha tentando resolver por anos.
O problema dos parques
A Disney avisou que está seeing uma queda no número de visitantes estrangeiros nos parques dos EUA.
Isso não é à toa. Com as tensões comerciais, tarifas e a política americana mais fechada, turistas estrangeiros estão pensando duas vezes antes de viajar pra Estados Unidos.
Os parques são um dos maiores negócios da Disney. Quando os visitantes caem, o impacto na receita é direto.
O CEO que pode mudar tudo
A Disney ainda não anunciou, mas a expectativa do mercado é que o próximo diretor executivo da empresa pode ser anunciado ainda nesta semana.
Bob Iger, CEO atual, já é considerado um dos executivos mais importantes do mundo do entretenimento. Mas ele vai sair em breve. E quem substitui faz uma diferença enorme.
O nome do próximo CEO vai definir a estratégia da Disney pra frente. Streaming, parques, esportes, cinema. Tudo pode mudar dependendo de quem assumir.
O que dizer então
A Disney ainda é um dos maiores nomes do entretenimento global. Lucro de US$ 2,48 bilhões em um trimestre não é mapeamento nenhum.
Mas o lucro caiu em relação ao ano anterior. Os custos de produção estão comendo as margens. Os parques estão perdendo turistas estrangeiros.
A boa notícia é o streaming. Após anos perdendo dinheiro, o Disney+ está lucrando. E isso pode ser o grande reequilíbrio que a empresa precisava.
O mercado ficou satisfeito com os resultados porque superaram as expectativas. Mas a Disney vai precisar manter os olhos abertos pra não deixar os custos crescerem mais rápido do que a receita.
Trimestre não foi um desastre. Mas não foi um sucesso estrondoso também.
Foi um meio-termo. E pra Disney, meio-termo tá sendo suficiente por enquanto.
Via: CNN Brasil




