NEGÓCIOS

Itaú Unibanco lucra R$ 12,3 bi no quarto trimestre e reforça liderança

O Itaú Unibanco divulgou o resultado do quarto trimestre nesta quarta-feira (4). O lucro líquido recorrente foi de R$ 12,3 bilhões, alta de 13,2% na comparação anual.

O número veio dentro do esperado.
Mas com um detalhe que pesa no balanço.

O banco atingiu o melhor nível de rentabilidade desde 2015.
Não é todo dia que um bancão desses resolve visitar o passado e voltar melhor.

Rentabilidade volta a níveis históricos do Itaú

O retorno sobre o patrimônio (ROE) chegou a 24,4% no trimestre.

Na prática, isso quer dizer o seguinte:
a cada R$ 100 dos acionistas, o Itaú gera R$ 24,40 por ano.

É um número alto.
E raro para um banco desse tamanho.

A última vez que isso aconteceu foi há quase dez anos.
Naquele tempo, o cenário era outro. O lucro também.

Operações no Brasil puxam o resultado

No Brasil, o desempenho foi ainda mais forte.

O ROE das operações locais ficou em 26%, acima dos 23,4% registrados um ano antes.

Traduzindo:
o banco está emprestando melhor, cobrando melhor e perdendo menos dinheiro no caminho.

Quando essas três coisas andam juntas, o lucro anda rápido.

Projeções para 2026

O Itaú também abriu o jogo sobre o que espera para o próximo ano.

As projeções são:

  • Crescimento da carteira de crédito entre 5,5% e 9,5%
  • Custo de crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões
  • Margem financeira com clientes crescendo de 5% a 9%

Em resumo:
mais crédito, inadimplência sob controle e mais dinheiro saindo das operações com clientes.

Nada muito ousado.
Mas tudo bastante confortável.

Recompra de ações

Outro ponto do balanço foi o anúncio de um novo programa de recompra de ações, envolvendo até 200 milhões de ações preferenciais.

Recompra costuma ter um recado simples:
o banco prefere investir em si mesmo.

Menos ações em circulação tendem a aumentar o lucro por ação.
E ajudam a sustentar o valor do papel.

O que o balanço mostra

O conjunto dos números aponta para um Itaú em fase de forte rentabilidade, operando perto dos melhores momentos da sua história recente.

Agora fica a pergunta que sempre aparece quando tudo vai bem demais:

esse nível de resultado é novo normal ou só uma fase especialmente boa?

É isso que o mercado vai tentar responder daqui para frente.

Via: CNN Brasil