ECONOMIA

Inflação de aluguel cai 1,16% em junho, diz FGV

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a trajetória de queda e registrou deflação de 1,16% em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30 de julho de 2026) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O recuo foi mais forte do que a queda de 0,50% observada em junho e superou as projeções do mercado financeiro, que estimavam uma retração de 1,09%.

Com esse resultado, a inflação do aluguel — como o índice é popularmente conhecido — acumula uma alta de 2,76% nos últimos 12 meses.

O Raio-X dos Três Componentes do IGP-M

O movimento deflacionário de julho foi puxado principalmente pelos preços no atacado, com contribuição do recuo nos preços ao consumidor:

1. Preços ao Produtor (IPA-M) | Peso: 60%

O Índice de Preços ao Produtor Amplo despencou 1,74% em julho, aprofundando o recuo de 0,97% registrado em junho.

  • O Motor da Queda: O alívio temporário nas tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz reduziu as cotações internacionais do petróleo, o que se refletiu nos preços dos combustíveis e derivados de petróleo no atacado.
  • Resalva: A FGV alerta que a recente nova escalada de conflitos no Oriente Médio pode voltar a pressionar o setor petroquímico e os fretes nos próximos meses.

2. Preços ao Consumidor (IPC-M) | Peso: 30%

O Índice de Preços ao Consumidor desacelerou fortemente para uma variação negativa de -0,01% em julho, vindo de uma alta de 0,47% em junho.

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  • Alimentos vs. Turismo: A desinflação foi garantida pelo recuo dos preços dos alimentos in natura. O alívio só não foi maior devido à alta nas passagens aéreas, impulsionadas pela sazonalidade das férias escolares de julho e pelo repasse do custo do querosene de aviação (QAV).

3. Custo da Construção (INCC-M) | Peso: 10%

O Índice Nacional de Custo da Construção registrou alta de 0,62% em julho, mostrando uma desaceleração em relação à variação de 0,85% apurada em junho.

O Pulo do Gato para os Contratos e o Aluguel

Para o mercado imobiliário e para quem tem contratos atrelados ao IGP-M (como reajustes de aluguel, tarifas públicas ou contratos de fornecimento), o resultado traz um alívio temporário.

Como o índice calcula a variação acumulada entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, a deflação de julho ajuda a segurar o acumulado em 12 meses na casa dos 2,76%. Isso garante que os reajustes de contratos programados para os próximos meses continuem rodando em patamares baixos e bem comportados.

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